O ar frio da madrugada me resseca as narinas. Sinto minhas mãos encarangadas, fecho meu casaco até o pescoço. Penso em acender um cigarro para me aquecer. Procuro na bolsa, acho o maço já amassado, e a triste constatação: o último remanescente da noite, já meio torto como eu. Não encontro meu isqueiro, mais um que perdi.
A agonia para dar logo uma tragada, faz eu acelerar o passo, e procuro numa espécie de visão de raio x a imagem de outra chama para saciar logo meu vício.Samanta Piton Vargas - abril/2008
Um comentário:
dá um blues do caralho!!!
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